Olá pessoal. Como está tudo por aí? Eu espero que bem.
Hoje é dia de falar sobre Aprendizagem Baseada em Projetos.
Vocês, provavelmente, lembram que o primeiro assunto tratado nessa maratona, o abre-alas, foi a Aprendizagem baseada em problemas e a problematização. Por que eu quero trazer esse aspecto de volta? Porque a Aprendizagem baseada em projetos (PBL) caminha muito próxima dos problemas, na medida em que para resolver um problema criamos uma estrutura de projeto.
Por onde que começo?
A pergunta destacada, com certeza, assume grande relevância na Aprendizagem Baseada em Projetos.
O professor seleciona um tema, elabora um contexto e traz um caminho para que os estudantes cheguem a algum lugar. O projeto precisa ser pensado, precisa ser referenciado, precisa ser trabalhado.
O grande desafio é conseguir executar todas as fases e ter previsibilidade daquilo que vai ser desenvolvido, seguir um cronograma de produção e envolver todas as pessoas em determinados papéis.
Fique atento: a Aprendizagem Baseada em Projetos não é, tão somente, trazer um projeto como fio condutor do processo de aprendizagem, mas sim propor desafios para que os alunos estabeleçam planos de ação por meio de uma pesquisa qualificada.
De forma geral, os projetos valorizam o produto, enquanto a Aprendizagem Baseada em Projetos valoriza o processo.
É possível trazer aspectos do Design Thinking para chegar a soluções mais criativas.
A Aprendizagem Baseada em Projetos é uma das metodologias ativas que valorizam o planejamento ao invés de agir por impulso. Com a PBL é possível trabalhar organização, a responsabilidade, trabalho em equipe e a correlação entre tarefas diferentes, ou seja, a empatia.
O trabalho de um impacta o trabalho de outro.
Vale lembrar que o planejamento precisa ser coletivo, já que cada um tem um papel diferente, mas as atividades se atravessam e se complementam. Com planejamento é possível fazer uma previsão de riscos, lidar com imprevistos e determinar um tempo para contingência.
Existe um passo-a-passo clássico, mas ele pode servir de inspiração e não precisa ser uma receita de bolo aplicada indiscriminadamente.
- Pergunta motivadora:
não tem resposta direta, é um recorte da realidade que instiga uma investigação.
- Desafio proposto
Precisa ser viável, ou seja, possível de ser conquistado no tempo previsto e com os recursos disponíveis.
- Pesquisa e conteúdo;
Tem que ter qualidade e precisa trazer elementos para entender melhor a pergunta motivadora e o contexto inicial. O professor deve estar mais presente nesta etapa para orientar os estudantes a buscarem fontes de qualidade, ou seja, sair daquela pesquisa básica da internet.
- Cumprimento o desafio;
Agora é a hora de criar e por isso o design thinking é uma ferramenta de trabalho muito útil nessa etapa. Os estudantes podem fazer um brainstorm, por exemplo. Eles podem testar, experimentar, discutir e, por fim, condensar tudo o que foi feito num plano de ação para dar conta do que foi apresentado no início do processo. É o momento de preencher as lacunas.
- Reflexão e Feedback;
Discutir, refletir e avaliar – o grupo, com um olhar crítico do que está sendo feito se reúne para validar as soluções pensadas. São viáveis? Respondem o que foi perguntado? Os olhares diversos dos que estão dentro e, sobretudo, de quem está fora vai colocar as soluções dentro da realidade trabalhada. Essa etapa pode ser transformada no pitching – uma apresentação do que está sendo feito.
- Resposta para a Pergunta Motivadora;
Qual é a resposta escolhida depois de tanta avaliação, pesquisa e trabalho de equipe.
- Avaliação da Aprendizagem.
Não é avaliação da resposta encontrada, mas sim do processo. Quais foram os aprendizados e desafios que cada um encontrou?
É claro que é importante considerar o que os alunos desenvolveram, mas lembre-se que na PBL é importante o processo e não somente o produto.
A Aprendizagem Baseada em Projetos traz diversos diferenciais para o ensino-aprendizagem. Com ela conseguimos trabalhar o protagonismo dos alunos, incentivando-os a planejar e organizar o tempo, avaliar recursos, distribuir tarefas e autogerenciamento.
Que tal trazer essa metodologia para seu cotidiano de sala de aula? Ou para seus cursos online?
Para continuar desenvolvendo suas habilidades, convido você a conhecer nossa formação Metodologias Ativas na Prática .