11 Tendências Mundiais do e-Learning para 2018

O e-learning avança a passos largos. Ainda há muito trabalho a ser feito. Em diferentes aspectos, estamos correndo para nos equipararmos em infraestrutura, tecnologias, áreas de atuação e expansão. Enquanto em outros, estamos  surpreendendo.

Os avanços das ciências, tecnologias, metodologias e processos aceleram. E, nem preciso falar da facilidade sempre maior de acesso a todo e qualquer tipo de informação… tudo bem posso estar exagerando um pouco… afinal, em nosso país continental ter internet contínua e estável ainda é desafio em muitos lugares.

Este contexto, leva a um impasse.  As pessoas passam a ter urgência em se atualizarem e desenvolverem novas competências. Seja em caráter pessoal ou profissional, existe necessidade de investimento em aprendizagem e no desenvolvimento de habilidades e atitudes que aumenta consideravelmente a cada ano.

É aí que entra o e-learning. Capacitar-se, estudar, aprender, treinar… a qualquer lugar e a qualquer tempo, sem precisar deslocar-se, ou estar presencialmente em uma sala de aula, pode ter inúmeras vantagens.

Não são somente vantagens… mas esta é outra história.

É o momento de acompanharmos não apenas as tendências locais, mas entender que integramos um circuito que extrapola nossas fronteiras. Afinal, hoje temos cursos oferecidos por e para brasileiros de diferentes lugares do mundo. As barreiras de idiomas foram quebradas devido a diferentes sistemas para colocar legendas em vídeos e fazer traduções de materiais.

Resultado… no ambiente corporativo assistimos a um significativo aumento de investimentos em e-learning. Várias frentes estão se abrindo, enquanto outras estão se consolidando. As 11 Tendências Estratégicas do e-Learning para 2018 vêm dai.

Enquanto o ensino formal inova nas carreiras e traz especializações, extensões e cursos para complementar sua grade curricular, o corporativo corre para manter seu profissional atualizado com as tendências de mercado e inovações tecnológicas. E, ainda, temos os profissionais que, na onda da gestão do conhecimento, passam a transformar seu conhecimento tácito em ativo por meio de cursos online.

  1. Se é para ser rápido, que seja mínimo

Soluções objetivas e mínimas. É a vez do Microlearning. Processos de aprendizagem focada. Trazer somente o essencial. Trabalhar com uma margem de 5 minutos ou menos. Vídeos, áudios, conteúdos direto ao ponto.. Abordar o que for relevante.

Dica: Construa uma página com recursos relevantes e links, se for o caso. Nada de pensar em produzir um curso. Aqui a entrega precisa ser em pílulas, ou gotas. Intervenções objetivas que gerem resultado.

  1. Auditoria, Inventário, Curadoria e Corte

É a vez dos CONTEÚDOS INTELIGENTES. Não há necessidade de produção em massa de conteúdo, muita coisa já foi produzida e está disponível a poucos cliques de distância. Mais importante que produzir é saber onde encontrar.

Dica: Faça uma auditoria nos conteúdos já produzidos. Construa um inventário. E comece a separar: o que é relevante, o que é atual, o que pode ser atualizado e reaproveitado e o que vai para o lixo… Adote um sistema de curadoria de conteúdos, pince o que pode dar uma contribuição significativa para o seu público. Faça uma costura das suas indicações para apresentar a relevância. E corte todos os excessos…

  1. Aprendizagem móvel efetiva

O número de celulares e dispositivos móveis, já faz tempo, ultrapassou o número de computadores e de notebooks. E muito se produz de conteúdos direcionados para mobile. Pois bem, agora é a vez de tornar a aprendizagem móvel efetiva. Pode ser por aplicativos ou por plataforma compatível com mobiles… E aí é que está o ponto de atenção!

Dica:  Antes de investir em mobile learning, esteja atento às questões: Quais as principais barreiras? Conteúdo disponibilizado em plataformas que não são amigáveis ​​para dispositivos móveis? Conteúdo que não foi realmente projetado para telas pequenas? Ou conteúdo que não tenha sido verdadeiramente concebido para a aprendizagem online e móvel? Construir aprendizagem para dispositivos móveis é pensar no tamanho da tela, nas teclas, no tipo de atividade compatível… e não apenas em responsividade.

  1. Vídeo, vídeo, vídeo

Vídeo continua em alta com toda certeza. Além de ser o tipo de conteúdo mais popular e integrável em todas as plataformas, os celulares e os aplicativos de edição transformaram todas as pessoas em potenciais produtores de conteúdos em vídeo.

Dica: Vídeos de Selfie, transmissão ao vivo, chamadas de vídeo, dicas de especialistas, demonstrações de melhores práticas, demonstrações de prática incorreta… Os vídeos podem ser isolados, ou combinados com pesquisas simples ou debates, ou ser construídos em simulações da prática com foco na aprendizagem!

  1. Quem dita o caminho é o participante!

Processos de aprendizagem que deem maior autonomia aos participantes. Isso não significa que as trilhas de aprendizagem e os percursos formativos venham a desaparecer. Porém outras alternativas passam a coexistir. Apostando que as pessoas encontrem o conteúdo que precisam, quando precisam e no formato que desejam consumir. Fazer a prática mais presente nos processos de aprendizagem: uso de cases, exemplos, modelos de aplicação.

Dica: Utilização de pesquisas com os alunos e potenciais clientes. Uso de sistema com inteligência artificial ou estratégias de automação que possibilitem coletar dados de identificação de interesses. Identificar as expectativas do participante para oferecer-lhe a posibilidade de construir seu próprio caminho.

  1. Mais que Real, Virtual e Aumentada

Com o barateamento das tecnologias para desenvolvimento de realidades virtual e aumentada, estas tecnologias têm se tornado mais acessíveis. Para algumas áreas, utilizar desses recursos já é realidade há tempos… mas sabemos que na prática o acesso ainda é bem restrito. Esses recursos podem tornar a experiência de aprendizagem interativa, imersiva e próxima da realidade do aluno. Recursos como tabelas, gráficos e desenhos hoje podem ser facilmente substituídos nos materiais por apenas um objeto de realidade aumentada – RA ou de realidade virtual – RV contendo toda a explicação necessária.

Dica: Utilizar recursos HIPERMIDIÁTICOS. O ideal é integrar diferentes mídias e que propiciar a utilização de recursos complementares em RV ou em RA.

  1. Se não é visto não é lembrado

Nada de profusão e quantidade. O que marca presença e faz com que seu conteúdo seja lembrado é a QUALIDADE e a APLICABILIDADE do mesmo. Esse deve ser o FOCO da produção de conteúdos no e-learning.  Nada sobrevive à falta de uso. É a hora que usar estratégias que façam com que os conhecimentos permaneçam ativos e em uso. Gestão do conhecimento aliada a curva de aprendizagem com atenção à curva do esquecimento.

Dica:Lembretes diários  aos participantes com conteúdo curto, testes pontuais, situações problema, cases aplicados, enquete situacional… São algumas das estraégias que podem ser aplicadas para gerar maior engajamento. E ainda agrega valor ao curso. Os conteúdos continuamente aplicados e exercitados, requeridos em diferentes situações, são facilmente lembrados.

  1. Era uma vez… storytelling chega ao e-learning

Aulas técnica e teóricas, mesmo quando conectam com o cotidiano do participante, acabam perdendo o brilho. Sabe por quê? Falta história, contexto. O efeito quase imediato é a falta de motivação. STORYTELLING chega como referência para gerar engajamento e trazer para a sala de aula a construção de narrativas. Os cases e situações do cotidiano são transformados em histórias que passam a ser o pano de fundo para a apresentação dos conteúdos. O que se ganha é a conexão com a aplicabilidade do conhecimento.

Dica: Mesmo que já se use uma linguagem informal e adote um tom dialogal, na elaboração das aulas, storytelling agrega outros recursos para explicar “onde se quer chegar”. Utilizar recursos como cenas do cotidiano, imagens, vídeos, trilha sonora, infográficos e textos dialogados são ponto de partida para despertar o interesse dos participantes.

  1. Ajude as pessoas a encontrar o que querem

É fato que as pessoas perdem muito tempo em navegação aleatória e exploratória. E com isso, produtividade e atenção são perdidas, sem falar no tempo que se gasta sem a obtenção de resultados. A CURADORIA de conteúdos tem o papel de ajudar com que as pessoas encontrem o que querem. Porém esta não é a única forma…. Otimizar o uso das ferramentas de busca, uso de palavras chave, tagueamento, categorização de posts de blog, meta descrição nas páginas dos cursos. As fontes são várias. E o que importa é possibilitar que outras referências sejam lincadas e incorporadas desde que agreguem valor.

Dica: Trabalhe diretamente com os participantes, pesquise sobre as informações que eles desejam encontrar. Use ferramentas para organizar e divulgar esse conteúdo para eles. E oriente-os em como utilizá-las para encontrar o que desejam.

  1. Gamificação

Durante a última década, a utilização de games e da gamificação em processos de aprendizagem ficavam muitas vezes restritos a alguns modelos de cursos e ambientes. Pois bem, a tendência deste ano é expansão da gamificação seja no ensino formal, corporativo, ou nos cursos livres. A adoção dessas estratégias possibilita atrair a atenção dos participantes e colaboradores, trabalhar habilidades como espírito de equipe, criatividade e flexibilidade. A gamificação auxilia no desenvolvimento da tomada de decisões em ambientes considerados ‘de crise’ e potencializa a resolução de problemas. Em cursos gamificados, o participante é continuamente colocado frente a situações para as quais precisa encontrar solução…

Dica: A gamificação pode ser aplicada em diferentes aspectos do desenrolar do curso e das atividades. Não se restrinja na estrutura de tabuleiro ou de premiações para conclusão de tarefas. A adoção de estratégias de colaboração para solução de problemas de equipe e de trabalho em grupo podem ser um diferencial.

  1. E vamos em frente: Corte e descarte o que não funciona

É hora de abandonar o que não funciona. A palavra de ordem é CORTAR para reduzir e DESCARTAR o que já não funciona. Durante muito tempo, o e-learning se pautava pelos cursos longos, com muitos conteúdos e recursos, além de inúmeras saídas para conteúdos complementares… Esquece! Hoje precisamos de conteúdos inteligentes, com poucos recursos, abordagens voltadas para a prática e vivenciais experienciais. Enxugar, para que a objetividade e a proposta enxuta possam proporcionar um aumento do aproveitamento.

Dica: Hora de organizar seu catálogo e portfólio de cursos. Mantenha seu LMS e lista de cursos com o mínimo essencial. Não precisa disponibilizar tudo de uma vez só. Se houver demanda ou procura, você sempre terá uma carta na manga. Então, aproveita o início do ano e tire os cursos que têm baixos índices de engajamento e conclusão. Mantenha somente aqueles que despertam real interesse.

Muitas outras tendências do e-learning podem vingar em 2018. Sabemos que esse é um mercado é bastante dinâmico. Então não pense que deixei alguma coisa de fora, muitas ficaram com certeza…. Trouxe apenas as mais evidentes no cenário mundial, para que você possa junto a sua equipe investir naquelas que poderão fazer uma real diferença para os seus cursos online.

Um ponto importante a ser considerado é a PRODUÇÃO DE CONTEÚDOS focado nas estratégias de marketing de conteúdo e na linguagem e divulgação em redes sociais. E por quê? O uso de linguagem dialogada e a construção de relacionamento com os potenciais participantes do curso, estabelecendo conexão entre eles e a prática cotidiana, passa necesariamente por essa via.  Então convido você a conhecer a proposta do Estratégias de Produção de Conteúdos 2.0.

Alexandra Caetano

Sobre a autora

Alexandra Caetano

Empresária. Consultora de Projetos de e-Learning, Designer Instrucional, Especialista em EaD, Gestora de Projetos e de Equipes, Especialista em Desenvolvimento e Curadoria de Conteúdos. Com formação nas áreas de exatas, humanas e gerenciais, atuo com e-Learning há mais de 17 anos, ao qual aplico os estudos de marketing digital aliado ao marketing de conteúdo e implementando o marketing de aprendizagem em meus projetos e negócios. Vejo na combinação e-Learning, Empreendedorismo Digital e Tecnologia possibilidade para exponencialmente melhorarmos a qualidade de vida das pessoas e consequentemente do planeta. Tecnologias, Games, Cinema e Histórias, não necessariamente nesta ordem, são grandes paixões, mas antes de tudo posso dizer que sou apaixonada pela vida.

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